terça-feira, 30 de agosto de 2011

tempos

Eu sou do tempo dos carrinhos de rolamentos. Eu sou do tempo dos canudos e de atirar aqueles bem afiados que podiam perfurar olhos de velhinhas. Eu sou do tempo de jogar à bola na rua. Eu sou do tempo de tocar às campainhas e fugir. Eu sou do tempo em que se ficava na rua até tarde, entre amigos, e depois os vizinhos chamavam a polícia por causa do barulho e tinhamos de mostrar a nossa identificação. Eu sou do tempo dos que iam para o salão de jogos. Eu sou do tempo em que se andava numa escola preparatória, os ciganos e os pretos barricavam a escola e não deixavam sair ninguém, se ligava aos pais e eles diziam "espera que passe e vem para casa", sem quaisquer alarmismos. Eu sou do tempo das guerras de playmobis e do spectrum e do subutteo (n sei se está bem escrito) e da caderneta do méxico 86 e do lima limão e da bota botilde e de ter os joelhos sempre negros e de jogar às escondidas na rua e de praticamente só brincar com rapazes (com um gémeo e um mais velho, só podia), eu sou do tempo em que ia a pé para a escola primária, sem pais atrás. e dali ia para o ballet, também sem escolta.

eu sou do tempo das pessoas felizes

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Este fim-de-semana tenho a despedida de solteira da noiva do ano. Estou num excitex. Vão ser dois dias a bombar. A rir. E não posso dizer mais porque se a dita vem aqui estou tramada com a madrinhagem :)

Snoopys e flores de estufas

O fim-de-semana voou! Por entre snoopys da duque d'ávila, pequenos almoços na versailles, passeios de triciclo, churrascadas, visitas a novos bebés, tudo foi 5 estrelas. O único senão é que o meu pirata, que é uma flor de estufa, esta noite acusou o vento e o sol e as mudanças de temperatura por que provavelmente passou. Cheio de tosse. Nada de ranho. Espectoração lá atrás. Resultado: eram 3h30 da manhã estava eu a mudar uma fralda, a dar um bocadinho de leite para o confortar e a encher aquele nariz de uma trampa qualquer que diz que ajuda. Tossir e engasgar-se e acordar não é bom para ninguém. Muito menos para um puto pequeno que não sabe gerir a coisa. Depois, lá sossegou e dormimos todos. Meu rico bichinho.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sou só eu que acho que há gente menos esperta?

Hora do almoço. Refeitório.
Comentário de uma andorinha que estava na mesa atrás da minha:

"olha aquela a fazer a reportagem deitada! Parece que está na praia! Que ridiculo"

(epa, aquilo estava sem som mas f#$%&/havia um ticker a dizer "Cândida Pinto em directo na SIC durante tiroteio na Líbia")

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Estou a gostar do novo job. stop. Tenho pouco tempo para vir aqui. stop. batato e batatinho estão bem. stop. estou feliz por ter ido de férias em Julho, já que este mês tem estado um tempo de caca. stop. a vida é bela e amarela. stop. até já. stop

Ca nojo

E quando vamos ao wc no trabalho, e na "casinha" do lado está alguém e se ouve um "ploc"?
Assim em poucas semanas romperam uns 5 dentes ao pirata, 3 dos quais são molares. E eu sempre a dizer mal. Bad girl!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A labuta já começou e o tempo para vir aqui dar o ar da minha graça tem sido escasso. O pirata já não tem febre (aleluia irmão!), os dentes continuam a nascer no seu melhor e a vidinha por aqui corre de feição, na paz do senhor. Até já!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mas afinal o romper dos dentes provoca ou não febre?

O puto tem 3 novos dentes (tendo eu para mim que aquilo agora vai ser sempre a aviar...) e de há dois dias para cá que apresenta febre. Primeiro era 38,2 no máximo. Só davamos benuron ao deitar para dormir melhor, porque andava sempre bem disposto. Hoje às 16h apresentou 39,2. Benuron com ele. Anda bem disposto, mais irritadiço e birrento, é certo, mas não se nota que está com febre, ou seja não anda queixoso. Todos os médicos dizem que a febre e os dentes não têm relação. Mas toda a gente me diz que os filhos fazem febre com os dentes, nem que seja uma vez. Afinal de contas em que ficamos? (é isso e os cocós mais frequentes e moles)

(também penso que secalhar esta fase de "mãezite aguda" tem a ver com isto, não dizem que quando estão doentinhos ficam mais carentes e só querem mãe? será?)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Os divórcios e o camandro

Passo a vida a ler coisas sobre divórcios e como deve ser gerida a custódias das crianças. Em cada canto há alguém a dar um bitate. Por isso, porque não fazer o mesmo?

Filha de pais separados desde que me lembro (nem devia ter 1 ano), fiquei com a minha mãe e as visitas ao pai eram a cada 15 dias nos fins-de-semana. Devo dizer-vos que ansiava por esse momento, sempre. Que voava pelas escadas abaixo para me agarrar ao pescoço dele. Que me fez muita mas muita falta ter o meu pai (mais) presente no meu dia-a-dia, ao ponto de que quando lá ia não me sentia em casa, ou porque não tinha um quarto, ou porque as regras eram diferentes, ou porque tinha vergonha de pedir algo. Porque não era a minha realidade. Ou era, mas tão poucas vezes que nem dava para aquecer lugar. Tudo isso e mais um par de botas. Tenho perfeita noção que sofri bastante com esta situação, até porque os pais nessas alturas borrifam no nosso bem estar, ainda que inconscientemente, e passam o tempo a falar mal um do outro à nossa frente. E vingam-se em nós, por coisas que nos passaram ao lado. Que apenas a eles dizem respeito. Tenho noção que este post acaba por ser um bocado intemporal, porque os tempos mudam mas as coisas não mudam assim tanto. E pode ser que ajude casais em processo de divórcio a tomar a decisão mais acertada (se é que existe).

Eu era muito pequena, é certo. Se não o fosse e me tivesse sido dada a hipótese de escolha, eu quereria que eles desejassem de igual maneira que eu ficasse com cada um deles. Quereria chegar a casa do meu pai e ter o meu espaço. E sentir-me em casa. E viver lá duas semanas por mês. E fazer parte daquela intimidade. E a verdade é que nunca o senti. Nunca fiz parte. E que se ligassem para lá e dissessem "fala de casa da rita?", haveria a resposta com a devida correcção "esta é a casa do pai da rita". E há coisas que são irreversíveis. E que marcam toda uma vida. Eu sou só mais uma, de entre muitos, que levam cicatrizes para onde quer que vão. C'est la vie.

(e sim, amo o meu pai de coração. não há como não o amar. simplesmente porque o amor não se explica. muito menos este que foi sempre algo conturbado)

Estamos febris

Qual é a probabilidade de nascerem os 2 dentes de baixo da frente e de seguida nascerem 2 ou 3 molares em cima, bem lá atrás? Não há uma ordem?

(primamos pela diferença, para melhor claro, lol)
Há muitos anúncios publicitários (ou reclames, como diz a minha querida mãe) que me enervam à séria. Mas aquele dos resíduos mete-me nojo. Dá-me raiva. E fico extremamente nervosa. Quem inventou aquilo devia ser exterminado.

Manhosices

No outro dia fomos passar a tarde a santarém a casa de um casal amigo com dois filhos. Um deles caiu e ficou com o joelho e mão esfolados e chorava desalmadamente. O meu, sentado no chão a brincar (coisa rara), olhava para o outro com um ar espantado (e mais um bocado chorava também porque é solidário!). Eu, do nada, digo "pedro, faz uma festinha ao Tomás" (convencida que ele nem entendia o que eu dizia e que ia cagar de alto). O sacaninha levantou-se, dirigiu-se ao amiguinho e fez a festinha.

(tudo para dizer que estes gajos percebem só o que lhes convém e que nós somos uns fantoches nas suas mãos)

As crianças não têm quereres (e repito isto várias vezes)

Hoje ia com ideias de comprar um leitor de dvd portátil para o puto. O objectivo era ele não dominar a tv com os rucas quando o queremos calar (já sei que sou uma besta) e pô-lo com a maquineta a ver os bonecos de enfiada. Mas aquela porra custa, no mínimo, 70 euros. E eu não dou 14 contos para o pingente macaco ver dois minutos e depois atirar para o chão ou arrancar a tecla. Era só isto.

Leituras e tal

Em tempos idos, eu devorava livros. Desde muito miúda que se a minha mãe me oferecesse a colecção das gémeas ou dos livros da Alice Vieira ou da condessa de segur, que aquilo marchava num instantinho. Com muita ou pouca luz, a minha mãe dizia sempre "não podes ler isso assim tudo de enfiada porque depois não tens mais. E faz-te mal aos olhos" (hoje sou a pitosga em pessoa).

Ultimamente venho a passar uma fase em que tenho muita muita muita vontade de ler mas simplesmente não consigo. Leio uma linha e adormeço. Ou o meu filho acorda. Ou quer brincar. Ou prefiro ver uma série. E isto preocupa-me. De modos que decidi lançar-me novamente, com muita calma, a uma das coisas que sempre gostei mais de fazer. Ler. Mas quando digo "muita calma" é mesmo devagarinho. Em dois dias li o livro do João Miguel Tavares. Aquilo lê-se lindamente. Faz rir. Identifico-me quando ele fala dos filhos. Em outros dois, li o livro da avó alice, da querida Alice Vieira. Coisas levezinhas, entendem? Rapidamente terminarei o novo dela, que vai a meio. E de seguida devorarei aquele que ate anunciam na SIC (tal não deve ser a qualidade) do gajo divorciado. Vocês têm de perceber que o meu cérebro ainda não aguenta com grandes nomes da literatura portuguesa. Foi um tempo longo fora das lides literárias. Eu que amo o Jorge Amado. E o Cardoso Pires. E amei os Maias. Sei que se fosse hoje, não conseguia. O cansaço ainda ocupa grande parte aqui dos neurónios e não posso querer tudo de uma vez. Mas aos poucos e poucos eu chego lá. E estou orgulhosa de mim. Porque já tinha saudades de estar escarrapachada no sofá a ler sem me aperceber do tempo a passar. Sabe bem. É isto.

nota: à leitora que sugeriu o livro da mãe desnaturada NÃO ENCONTRO EM LADO NENHUM. NÃO HÁ EM STOCK...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

não imaginam o bom que é ler comentários reconfortantes. Se ler o meu blogue desde que o pingente nasceu penso 'shame on me' sempre a queixar.me. Ninguém é perfeito e eu estou muito longe disso. O pedro anda há umas três semanas com maezite aguda e por muito que adorei que ele me encharque de beijos custa.me que não me largue um minuto e que chore se eu não estou. Fases, dizem os experts.
Tive algumas chamadas de atenção por escrever palavrões aqui no estaminé. Não acho que seja o fim do mundo. Mas ok, vou ter mais cuidado. Obrigadinha, sim?

Férias e filhos e descanso

De volta das férias. Não completamente revigorada. Um casal com um puto de 20 meses 24 horas por dia, sem mais ninguém, é de bradar aos céus. Está na fase da loucura. Das birras. Das descobertas. Das asneiras inconscientes. A sesta dele era o nosso respirar fundo. E quando o deitávamos à noite, idem. Mas é bom. Sinal que é vivaço, mexido, corre tudo, passa os dias a dizer "a e i o u", a contar até 10, pega-nos na mão para dizermos o nome de cada letra que aparece nas revistas ou nos livros ou na TV. Está esperto até mais não. Dá-nos a volta num segundo. Também berra como um bezerro quando é contrariado. E atira-se para o chão. E bate nele. Tudo para chamar a atenção. E nós ficamos chocados a olhar para ele. E ele ao fim de 5 minutos volta ao normal. Mas falando das férias, correu tudo bem. Passou a voar. 2 semanas que pareceram 2 dias. E esta semana o pai batato já foi trabalhar e eu estou sozinha com o pirata. Podem não acreditar mas desejo que seja segunda, altura em que a pessoa que toma conta do pingente volta de férias, para poder gozar e descansar essa semana antes de começar a trabalhar. Sim, dia 16 é o dia! Será que isto faz de mim má mãe?

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

inverno? Não será cedo? (estamos de volta)