segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Help?

Estou preocupada porque na consulta a pediatra disse que o pirata está com o complexo de édipo a 200%. Disse para não pressionarmos ou forçarmos o que quer que fosse. Que era normal. Que a coisa ia ao sítio. E tal e coiso. Mas o miúdo está a modos que apaixonado por mim. Compete com o pai. E eu não sei muito bem o que é suposto fazer. Alguém me pode dar umas dicas? É que eu afasto-me uns milímetros e só o vejo em pânico. E há que conbvir que é bom ser amada mas caramba, menos????

8 comentários:

tota disse...

Quando descobrires a cura partilha, sff... o meu não pode ver o pai aproximar-se de mim! É bom, mas.... há-de passar, como tudo, só resta saber quando!

Tânia (Mamã do Santiago) disse...

Ui nao faço ideia :/

margarida disse...

Eu não sei e não tenho filhos por isso para mim é tudo fácil, mas quando eu disse ao meu pai para ele esperar por mim para casar comigo, eles explicaram-me que ele já era casado com a minha mãe e depois eu ia encontrar um homem só para mim (não foram bem estas palavras, mas a ideia era essa). Acho que é isso e não dar muita importância, pelo menos é o que dizem os livros de psicologia. Mas que sei eu?

Helena Barreta disse...

Não se preocupe muito com isso, não tarda nada o seu pirata passa a idolatrar e a imitar o pai. Dê-lhe tempo e mostre-lhe que antes dele já existia o pai. Uma coisa lhe digo, não deixe que o seu filho tome "as rédeas" da situação.

O que fiz com o meu filho e que deu resultado foi nunca lhe ter perguntado, pedido ou sugerido se podia namorar com o pai e esse tipo de coisas. Sempre fiz questão de os espaços e os afectos serem bem definidos, mãe/filho, mãe/pai e por aí. Mostre-lhe e diga-lhe que o amor se multiplica e não acaba.

Seja terna e firme nas suas palavras.

Um beijinho

Sara disse...

Ainda não tenho filhos e provavelmente não os terei tão cedo mas posso contar-te o que aconteceu no meu caso em particular...
Quando tinha essa idade, a minha mãe conta-me que eu andava sempre agarrada ao meu pai e nem deixava a minha mãe aproximar-se de nós. Claro que foi uma fase muito difícil, a minha mãe pensava que eu já não gostava dela (!) mas com o tempo atenuou-se. De qualquer forma, lembro-me que até aos meus 10/11 anos era fã n.º1 do meu pai e só quando me tornei mulherzinha houve uma aproximação brutal à minha mãe, ficando o meu pai para segundo lugar (e com ciúmes, lol). Depois, claro, que cada um ficou no seu primeiro lugar.
Hoje há coisas em que sinto mais à vontade a falar com a minha mãe e outras com o meu pai, mas isso já é o considerado "normal".

Acima de tudo, acho que não deves preocupar-te tanto com isso por ser uma fase que faz parte dessa idade. Dá tempo ao tempo, vais ver que daqui a uns tempos vai a correr para o pai p brincar com carros e jogar à bola ;)

Desde que esteja de saúde e feliz... isso é que se quer! ;)

gralha disse...

E outras pessoas? Costumas deixá-lo com outras pessoas a dormir, de vez em quando, fora do ambiente dele? Se calhar aí já vê o pai de outra perspectiva. Bjs!

Anónimo disse...

Boas! Sou psicóloga clínica e posso assegurar-te que o melhor a fazer é agir normalmente, nunca ceder nas birras e não evitar momentos de carinho entre o casal à frente da criança. Não complicar nem dramatizar é o lema.

Anónimo disse...

Como disse, e bem, a Helena Barreta tenha os espaços e papeis bem definidos. Sempre de forma assertiva e afectuosa. É normal que exista essa fase de enamoramento simbólico pela figura materna e competitividade pela paterna, faz parte. Aquilo que pode fazer é nunca deixar de namorar ou de ter o seu espaço de casal. Presenciar uma dinâmica saudável de casal é importante para que o pequenote compreenda o seu lugar no núcleo familiar.