quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Leituras e tal

Em tempos idos, eu devorava livros. Desde muito miúda que se a minha mãe me oferecesse a colecção das gémeas ou dos livros da Alice Vieira ou da condessa de segur, que aquilo marchava num instantinho. Com muita ou pouca luz, a minha mãe dizia sempre "não podes ler isso assim tudo de enfiada porque depois não tens mais. E faz-te mal aos olhos" (hoje sou a pitosga em pessoa).

Ultimamente venho a passar uma fase em que tenho muita muita muita vontade de ler mas simplesmente não consigo. Leio uma linha e adormeço. Ou o meu filho acorda. Ou quer brincar. Ou prefiro ver uma série. E isto preocupa-me. De modos que decidi lançar-me novamente, com muita calma, a uma das coisas que sempre gostei mais de fazer. Ler. Mas quando digo "muita calma" é mesmo devagarinho. Em dois dias li o livro do João Miguel Tavares. Aquilo lê-se lindamente. Faz rir. Identifico-me quando ele fala dos filhos. Em outros dois, li o livro da avó alice, da querida Alice Vieira. Coisas levezinhas, entendem? Rapidamente terminarei o novo dela, que vai a meio. E de seguida devorarei aquele que ate anunciam na SIC (tal não deve ser a qualidade) do gajo divorciado. Vocês têm de perceber que o meu cérebro ainda não aguenta com grandes nomes da literatura portuguesa. Foi um tempo longo fora das lides literárias. Eu que amo o Jorge Amado. E o Cardoso Pires. E amei os Maias. Sei que se fosse hoje, não conseguia. O cansaço ainda ocupa grande parte aqui dos neurónios e não posso querer tudo de uma vez. Mas aos poucos e poucos eu chego lá. E estou orgulhosa de mim. Porque já tinha saudades de estar escarrapachada no sofá a ler sem me aperceber do tempo a passar. Sabe bem. É isto.

nota: à leitora que sugeriu o livro da mãe desnaturada NÃO ENCONTRO EM LADO NENHUM. NÃO HÁ EM STOCK...

2 comentários:

Lunka disse...

Ohh... Então ñ sei Rita... Eu comprei esse livro no Continente, em Junho =\

Pat disse...

Bem, como eu me identifico com este post! Sou mãe divorciada e só quando o filhote passa temporadas maiores com o pai é que consigo começar e terminar um livro!!! Caso contrário, vão ficando a meio, com os marcadores em páginas que já não reconheço quando lhes volto a pegar...
Beijinhos.