sexta-feira, 29 de outubro de 2010

1 ano de Gui (para os pais babados, belinha e gonçalo)

"vi um menino com um piano
no céu da minha cabeça
veio de tão longe só para me pedir
que nunca o esqueça
vinha a tocar o seu piano
como só nos sonhos pode ser
por entre as nuvens e as estrelas
apareceu quando me viu adormecer

ficou sentado perto de mim
onde mora a fantasia
quis-lhe tocar mas não se pode ter
a noite a iluminar o dia
soprou devagarinho uma estrela
que se acendeu na sua mão
disse-me: podes sempre vê-la
se souberes soprá-la no teu coração

vi um menino com um piano
a despedir-se de mim
com uma nuvem fez o mar e partiu
(nos sonhos pode ser assim)
disse-me: está a nascer o dia
vou pra onde a noite se esconder
volto com a primeira estrela
para tu nunca teres medo ao escurecer"
(Mafalda Veiga)

(porque há um ano atrás estavam a viver o dia mais feliz das vossas vidas. porque tal como esta letra reflecte o sonho de uma criança, também desejo que o Gui tenha muitos e bons sonhos pela vida fora. porque o ideal seria que o "tempo pudesse parar, quando tudo em nós se precipita e quando a vida nos desgarra os sentidos", parar naquele momento em que te puseram o Gui nos braços, Belinha, e choraste como nunca pensaste, e como diria Fernando Pessoa, e bem, "Minhas mesmas emoções, são coisas que me acontecem", que é como quem diz, só mesmo tu sabes o que sentiste e o que viveste e o que passaste nesse dia. e porque tenho tido o privilégio de acompanhar de perto todas as novidades. e porque ter um filho é coisa única. e porque vos amo de coração. e porque sou uma lamechas com os "meus". fica a minha forma simples de dar os parabéns ao gui pelo seu primeiro aniversário, porque é precisamente nessas coisas que reside a maior felicidade. gosto de vocês daqui até à lua (com volta incluída, pois claro).

(parece que foi ontem que escrevi isto)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Publicidade GENIAL!

O futuro dos nossos filhos

A crise nasce do medo, que devora o sentido do imprevisível.


Inês Pedrosa (www.expresso.pt)

A conversa trágico-tétrica sobre o modo como "o futuro dos nossos filhos" está assombrado pela alegada iminência de derrocada do Estado Social, etc., faz-me rir pela ingenuidade, pela presunção, ou pela conjunção explosiva destas duas características. Tive a sorte de ter tido um professor de filosofia que, quando lhe pedi conselho sobre a escolha do meu futuro, me disse (em 1979): "Escolha aquilo de que gosta, porque não adianta escolher o que parece seguro - não há certezas, tudo está a mudar muito depressa." O meu pai achava que o curso certo para uma pessoa calhada para as Letras - ou pelo menos totalmente descarrilada, para grande desgosto dele, na matemática - era Direito: uma coisa sólida que me daria acesso a um leque de profissões confortáveis. Zangou-se comigo quando escolhi o curso de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa: todos os dias me declarava que estava destinada ao desemprego e à fome. O que aliás foi útil, porque me pôs a procurar emprego, e a encontrá-lo, aos 19 anos, no segundo ano da Universidade. Não foi fácil compatibilizar os estudos e o estágio no semanário "O Jornal". Não foi rápida a conquista de um salário - o estágio gratuito demorou um ano e meio, mas pelo menos quando acabei o curso já podia sobreviver sozinha, embora mal. Constatei que os meus colegas que tinham optado pela "segurança" do Direito passaram por muito mais dificuldades que eu - havia mais advogados do que clientes, além de que alguns deles definhavam de tristeza porque não tinham sequer gosto pela advocacia, o que os impedia de serem advogados excelentíssimos e, por conseguinte, de ganhar dinheiro.

Treze anos mais tarde, sucedeu-me um outro episódio de sorte - vertiginoso, que inicialmente me pareceu dramático: a revista onde eu trabalhava fechou, e não tive um só convite para trabalhar para outra publicação. Foi uma época iluminante: pessoas que até então me procuravam, anelantes, passaram a mudar de passeio quando me viam; o telefone, antes tão frenético, praticamente emudeceu (salvo raras e até inesperadas excepções). Tive oportunidade de fazer um doutoramento ad hoc e intensivo em relações humanas. Aprendi a fazer projectos e apresentá-los, como free-lancer. Ganhei confiança, inspiração, autonomia e liberdade. Desse modo, consegui tempo e alento para escrever, sem interrupções, o meu segundo romance, e depois vários outros livros. Isto é: consegui dedicar-me àquilo que, desde criança, era o meu sonho.

Quando entreguei o terceiro romance ao meu editor, ele convidou-me para um almoço à beira-mar para me prevenir, carinhosamente, contra o insucesso do livro - que lhe parecia (e era) demasiado diferente dos anteriores, excessivamente triste e complicado. Disse-me isto entre outras coisas muito elogiosas mas que, por isso mesmo, no seu entender, auguravam um rotundo fracasso. A anti-expectativa do meu editor fundava-se no seu aprofundado conhecimento do mercado e nos seus muitos anos de experiência. Futurava, naturalmente, com os dados de que dispunha, que lhe diziam que, numa época de crise (já havia crise, nesse ano de 2001), os leitores não só diminuiriam como rejeitariam inovações, buscariam leituras leves e de entretenimento, pelo que um livro em torno da morte não teria hipótese nenhuma. Explicava-me também que a crítica literária rejeitaria o livro porque o seu tom e estilo eram muito distintos dos livros em aclamação unânime naquele momento. Publicou o livro, por amor e lealdade, numa edição mais pequena do que o habitual. Esse livro de desgraça anunciada foi o mais bem sucedido dos meus livros, sob todos os pontos de vista (vendas, edições no estrangeiro, crítica). Permitiu-me comprar uma casa - coisa que nem eu mesma pensava possível, embora acreditasse no livro.

Esse mesmo editor teve outras experiências semelhantes: publicou "O Paciente Inglês", de Michael Ondaatje, por considerar o livro magnífico - e, durante uns anos, o livro ficou encalhado nas estantes das livrarias. Quando foi adaptado para o cinema e ganhou nove óscares, tornou-se um best-seller - e o editor, que até então seria considerado um lírico sem noção pelos supostos especialistas da gestão financeira, tornou-se, da noite para o dia, um génio, pela visão editorial que lhe permitira caçar antecipadamente (ou seja, a baixo preço) um autor de prestígio e com sucesso comercial.

O preço do petróleo pode deixar de importar. A vida não é previsível. O futuro dos nossos filhos também não - a não ser que o encolhamos de pânico, como agora estamos a fazer.

(roubado à descarada do blogue do meu amigo pedro, o tigre)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

11 meses de pirata

- gatinha pela casa toda só com uma perna
- põe-se de pé sem qualquer problema
- fica de pé sozinho quando está distraído
- não tem um único dente
- andou uma semana a querer estar acordado durante a noite para brincar, hiper excitado
- faz adeus
- bate palminhas
- dá beijos carinhosos que nos molham as bochechas
- mexe em tudo
- é meio suicida, atira-se, vai de cabeça, não tem noção e não tem medo. E depois chora!
- põe-se de pé na cadeira da papa
- tira o cinto da cadeira de passeio
- odeia estar deitado no fraldário, temos de ter habilidade para lhe pôr a fralda de pé
- ama o banho, o chapinhar e quando sai fica irritado
- anda sempre com o nariz com ranhoca
- volta e meia está doente
- continua a dizer mamã na perfeição
- diz olá e ai ai, quando nós dizemos
- adora passear
- adora crianças
- detesta gente que insiste estar à volta dele a falar-lhe como se ele fosse "atrasado mental"
- adora mexer onde não pode

(e muito mais que agora não me ocorre)

domingo, 24 de outubro de 2010

Puta da crise

Para além de mim e do batato, um milhão de portugueses deve ter recebido o mesmo sms do Continente a dizer que hoje era dia de 10% em todos os produtos. Grande erro o nosso de achar que seria boa ideia viajar ao final da tarde até esse hiper mais próximo. Entrámos, demos umas voltas, bufámos, batemos noutros carrinhos de supermercado, dissemos palavrões, vimos as filas de gente nas caixas, benzemo-nos e, num ápice, fugimos. Largámos o carrinho. Perdemos 50 cêntimos. E viemos para casa.

(é que nada, mas mesmo nada paga a nossa sanidade mental)

Yeh!

Hoje já não desejo que seja Segunda-feira :)))

(fim-de-semana simpático, com jantar de anos, passeios junto ao rio, séries e borreganço durante as sestas do besnico, e para terminar em grande, tostas mistas para o jantar. há melhor?)
(no próximo fim-de-semana vamos dar uso às smartboxes e caixas da vida é bela que temos acumuladas cá por casa!)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

(que vidinha de merda)

No espaço de duas semanas tive conhecimento da morte de duas pessoas na casa dos 20 e dos 30, sem ninguém estar à espera, do nada, completamente de repente. Num momento estavam óptimas e no momento seguinte caíram para o lado.

(tudo para dizer que aneurismas, derrames cerebrais, paragens cardíacas e afins, nestas faixas etárias, me assustam/chocam cada vez mais).

Gajas...

(roubado daqui)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Ah pois é!

O puto xarila está um verdadeiro pirata. Desde que descobriu que a mobilidade física do ser humano é uma coisa fantástica, que faz questão de acordar às 5 ou 6 da matina cheio de genica e energia para brincar. Percebeu que dormir, de facto, é um desperdício para o comum do mortal, até porque é muito mais giro gatinhar, estar de pé, atirar tudo ao chão e rir-se feito tolinho. Hoje, entre as 17 e as 19h, foi vê-lo dormir, pois claro. Já lhe dissemos "deixámos-te dormir, por isso de madrugada é a tua vez de nos deixares descansar". Ele riu-se. Lá está... Teimoso como uma pequena mula. Dizemos "não" e é vê-lo a desafiar-nos. Dizemos "ai ai ai" e ele repete de forma desajeitada, como que a gozar connosco.

Posto isto, a sua pré-inscrição num colégio interno já esteve mais longe.
Percebem agora porque é que no Domingo eu desejava que chegasse a Segunda-feira?
Ah pois é!
(mas pronto, ele continua lindo e tem a quem sair...)

Amizade (ou não)

Nunca fui pessoa de cortar relações. Pelo contrário. Sou e serei sempre pessoa de muitos e bons amigos. Preocupada com os meus. Não deixo nenhum amigo na mão, em ocasião alguma. E quem me conhece, sabe isso. Acontece que algumas dessas vezes essa preocupação é confundida com má intenção. Até aqui tudo bem. Reconheço que sou assim "pro desbocada". E que isso pode gerar, de quando em quando, mal entendidos. Agora, por todos os santinhos, tenham paciência, mas se há coisa que me "faz comichão" é que pessoas que tenho como amigas tenham alguma coisa em relação a mim que as incomoda e não sejam capazes de vir falar comigo. Isso deixa-me chateada. A sério. Essa brincadeira deixa mossa. Essa brincadeira faz com que questione essa suposta amizade. E pronto, chega o dia em que essa brincadeira custa a amizade. Porque não somos só amigos para dizer disparates e para dar palmadinhas nas costas. A amizade é um todo. Quem não percebe isso não pode ser meu amigo. Que me desculpem.

(e nunca na minha vida fui tão drástica em relação a este assunto como fui agora)
(há mesmo uma primeira vez para tudo)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Enquanto houver estrada para andar

a gente vai continuar

Dúvida

Quando no Domingo desejamos que chegue a Segunda-feira, o que é que isso quer dizer?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

E esta, heim?

Anúncio:
...
...

- Jornalista na área da comunicação preferencialmente que tenha experiência no âmbito de revistas jornais, rádios, e restantes órgãos comunicação social;

- Com capacidade de organização e gestão das diversas matérias;

- Que queira trabalhar muito e ganhar pouco! (whatiiiiiiiiiiiiiiiii????)

- Se gosta de desafios este lugar é para Si!

(COMO É QUE DEIXAM PUBLICAR ESTES ANÚNCIOS?)
(isto é gozar com as pessoas...)

Bom, bom

É ser galada, olhada de alto a baixo por um senhor (para não dizer velhote, cai mal, vá!) na casa dos 70's, em pleno elevador.

(gosto, fazer o quê?)
(...)

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

(Alguns) dos presentes

massagens nunca são demais...
idem para os livros :)
colar lanidor
lenço lanidor
swatch vermelho, vou trocar pelo verde
Nespresso vermelha
Concerto James. 3 de Dezembro
Santo António Alma Lusa, vermelho

sábado, 9 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

domingo, 3 de outubro de 2010

Fins-de-semana e alegrias

Sexta jantar de gajas (coração apertado, amiguinha vai para Paris durante 6 meses). Sábado ida à gulbenkian com batato pai e batato filho, encontro com batato mano gémeo e batata sobrinha gémea. Almoço com batato pai e batato filho numa esplanada nas docas. Solinho bom. Boa disposição. À noite, batato filho caminha, batatos pais jogar ao monopólio cartas (ganhei, óbvioooo, lol). Ver episódios "brothers and sisters" uns atrás dos outros. Sacar o último da "Anatomia de Grey". Domingo, manhã passada às compras para o pingente besnico larico. Canadiana azul escura bem quentinha da Jacadi, para o inverno que se aproxima. Cara comamerda mas linda e ele merece tudo. Camisola quentinha azul escura. Jardineiras paneleiras para o seu aniversário, de fazendo, aos quadradinhos, pirosas que só elas, para usar com camisola azul escura, camisa azul clara, collants azuis escuros e sapatos pirosos (a comprar). Pijamas de inverno fofinhos e quentinhos, bodies de manga comprida, sweat cinzenta de capuz, dois gorros lindos de morrer, meias para o dia a dia, uma gabardine fashion castanha com forro quentinho, umas meias/sapatos horríveis anti-derrapantes para andar em casa e não escorregar sempre que se põe de pé, uma camisola aos quadrados, uma escova do cabelo porque perdemos a que tinhamos e cada vez que toma banho penteamo-lo com a mão. Mais duas chuchas e duas tetinas para biberão, que tem de se mudar de tempos a tempos porque as outras começam a meter nojo de tão usadas. E ansiamos pelas noites frias para podermos usar o robe lindo maravilhoso que a querida da avó batata ofereceu de fazenda às riscas, mesmo à homenzinho. Tudo tamanho 12-18, que antes grande do que pequeno, e o Inverno é longo.

(e menos muitos euros na carteira e mais felicidade estampada na cara, porque ele merece tudo, sem excepção)
(é preciso fazer mais frio e chover para olharmos para o armário do puto e percebermos que mais de metade não serve, grande parte é de verão e o que sobra é o que se lhe veste!)
(não queremos cá crianças mal vestidas! no way!)
(o próximo passo é abrir uma conta ao besnico, urgente mesmo, para depositar o dinheiro que a tata deu quando ele nasceu e que está no mealheiro e qualquer dia assaltam-nos a casa e lá se vão as poupanças do meu filho)
(o próximo é o fim de semana da mãe batata. 32 anos. Ansiosa que estou! :))

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bem...

Encomendei um bolo de anos ESPECTACULAR

(não foi Mariana?)
(mal posso esperar por ver a obra de arte)
(Obrigada!)