quinta-feira, 18 de novembro de 2010

sou só eu ou o mundo está de pernas para o ar?

estou numa conferência sobre investimentos e financiamentos. E estou sempre a ser surpreendida. há pessoas que ganham mil euros por mês e cujos cartões de crédito têm plafonds de dez mil. Há pessoas que pedem um empréstimo ao banco para comprar casa. Nos tempos que correm os bancos analisam toda a situação do cliente e resistem até à última. Acabam por conceder o crédito com uma série de condicionantes. Passado um tempo recebe-se uma carta da dita instituição bancária a dizer que tem à disposição trinta mil euros para gastar a crédito.

6 comentários:

Panda disse...

Eu não percebo...dizem que não dão créditos e tal mas tenho uma conhecida desempregada que acabou de comprar casa a crédito, sozinha. Está bem que deu fiadores mas HELLO!!! de onde vem o dinheiro a ela?

verniz escarlate disse...

à partida é dificil comprar casa sem recorrer a credito bancário. Sinceramente não acho que seja o credito habitação o pior. Há quem peça creiditos para ir de férias, para casar, para comprar telemoveis topo de gama... e depois é o terror ao fim do mês...

Juanna disse...

Claro que mandam o cartão. Já compraram a casa e é o que menos querem perder na vida, farão o possível e impossível para pagar as dívidas, senão a ameaça do "ou pagas ou tiramos-te a casa"cai-lhe em cima. Mas como a maioria das pessoas é estúpida, continuará também a comprar a crédito. And so on, pescadinha de rabo na boca.

Juanna disse...

Aqui entre nós... eu comprei uma casa, ganhava 500 euros, recibos verdes e mãe solteira. Estão ou não doidos?

diafeliz disse...

Não tenhas dúvidas: O Mundo está mm de pernas para o ar!

Joao Manuel disse...

Vou oferecer-vos um livro que explica isto tudo tim-tim por tim-tim : "A economia das crises" de Nouriel Roubini agora no aniversário dos vossos filhos (o teu é o primeiro no dia 26 de Novembro). É espantoso como isto tudo acontece "debaixo dos nossos olhos" e de um modo completamente displicente para nos "sugarem" o pouco que nos resta ...