quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Testemunhos aguardam-se

O que leva uma pessoa a decidir não amamentar o seu filho?

o facto de não ser prático?
o estar a trabalhar e não poder?
o lado estético?
a dependência que isso gera?
em que ficamos?

14 comentários:

Rita Li disse...

Respondendo à sua pergunta digo-lhe que é antes demais uma manifestação de vontade. Nenhum dos factores que indicou é impeditivo de continuar a amamentação.
Deve é ser uma opção pessoal, o querer ou não amamentar,
sem culpas, nem ressentimentos.
Gosto muito do seu blogue,Batata.
Beijinhos

Tita disse...

O que me levou a deixar de dar de mamar ao meu filho foi, uma mastite dolorosa que cheguei até aos 40 de febre (ele tinha 2 semanas), dores horriveis para tirar o leite encaroçado, tinha que ter outra pessoa a espremer-me as mamas porque o médico dizia: tem que ser com FORÇA DE HOMEM...
Glupppp (só de me lembrar até me apetece chorar)...até ficaram mais pequeninas .

Por mais q digam ah e tal os antibióticos (especificos) não fazem mal eu disse não vou pôr o meu filho com 2 semanas a antibiótico.

Por isso o médico só me disse há um comprimido para secar o leite, QUERES??????

Sem stress, tomei.

Mas acredita a última vez q dei maminha ao meu filho antes da primeira toma do antibiotico, chorei tanto tanto tanto, com dores com pena, tudo foi horrivel.....

O leitinho da lata é bem bom e o meu filho de toda a gente que conheço foi o que menos mamou e é o que menos está doente, acho que não tem nada a ver.....

Bjos querida

Diana disse...

Dores, muitas dores!

Anónimo disse...

Tudo e mais alguma coisa ;) Não dei porque não tinha e estamos os 2 bem.
Miss_David

Party Girl disse...

Ois ritinha

Eu deixei de dar mama, porque tomava uma medicação (hipertiroidismo) que podia prejudicar e depois de 1 mês e meio a amamentar, a pediatra aconselhou. Na altura, fiquei cheia de pena, mas depois de passar ao biberão devo confessar que achei muito mais prático, e mais tarde confirmei, por exemplo, que foi a altura ideal para largar a mama. Habituou-se ao biberão que nem ginjas. Acho preferível do que a criança ficar tão apegada à mama que aos dois anos ainda anda agarrada à coisa, como já aconteceu com a minha afilhada! Mas são opções. Acredito que continuaria a dar até aos 6 meses, por exemplo, se pudesse e não soubesse como o biberão é mais prática. Com a mama, dizem os médicos, que eles ganham mais defesas! O importante é sentires-te bem com a decisão que tomares!

Vanita disse...

Olá Rita,

A minha mãe não tinha leite! Nunca teve. Comigo, que fui a primeira, nem correu mal porque, sendo alérgica, nem o dela nem o da farmácia bebia. Uma carga de trabalhos que nem dá para explicar. Quando nasceu o meu mano, a coisa comprovou-se. A minha mãe não tinha leite, chegava a sair sangue e o miúdo berrava de fome. No dia em que, em desepero, o meu pai foi à farmácia comprar leite, ele bebeu quase um litro de seguida e dormiu sossegado. Era só isso que precisava. De se alimentar. Eu sei que há muitas mulheres que não acreditam nisso, que todas as mulheres têm leite. Não é verdade e é o dedo que lhes apontam é de uma injustiça tremenda.

Tudo de bom para ti e para o batatinho :)

Xázinho disse...

Olá Rita,

Também fui mãe há relativamente pouco tempo e um mês após o nascimento do Vicente, com ele a mamar cerca de 30 minutos, de 3 em 3 horas, ainda não tinha recuperado o peso com que havia nascido. Como deves imaginar comecei a ficar desesperada. Ainda para mais porque ele era super sôfrego e me magoava imenso o peito. Tudo isto junto, a determinada altura, me fez querer deixar de dar peito e passar a dar biberon. O pediatra, lá me aconselhou então a continuar a dar de mamar (menos tempo) e a complementar cada refeição com o suplemento. Fez toda a diferença porque numa semana recuperou o peso que tinha à nascença (aliás superou-o), o meu peito deixou de andar tão dorido, e o facto de lhe dar biberon deu-me uma maior liberdade (posso sair sem ser a contra-relógio porque se me atrasar o biberon "desenrasca" a situação). Apesar de tudo, nestes moldes, espero conseguir dar-lhe de mamar durante mais algum tempo.

Whitesoul disse...

Olha no meu caso não fui eu que decidi não amamentar, foi o Tomás.... nunca, mas nuca pegou na minha mama, cada vez que o punha ao peito ele desatava aso vomitos, fugia com a cara e chorava desalmadamente, o meu leite só subiu ao 6º dia após o parto, até aí não deitava nada de nada, nem sequer o dito colostro. Resultado, quando o leite subiu, tirava com a bomba e dava-lhe no biberon. Ainda consegui dar-lhe leite meu até aos 2 meses, e todos os dias religiosamente o punha ao peito mas ele nao pegava na mama.... e foi assim bebeu leite meu, mas pelo biberon e apenas até aos 2 meses de idade, e como dizia uma outra leitora (com quem concordo) mesmo tendo bebido pouco leite materno, é mais saudável felizmente, do que a maioria dos amamentados que conheço.

Não sei se estás a passar por problemas de amamentação, mas seja o que for não te culpes, és mãe e tenho a certeza que estás a dar o teu melhor :)

Anónimo disse...

Não se pode generalizar e dizer que o leite materno é o melhor, o meu filho é um bom exemplo.

Deixei de ter leite ainda o meu filho não tinha 3 meses. Fiquei preocupada, pois só ouvia dizer que o leite da mãe é que é bom, que o leite da mãe é insubstituível.

Passou a beber o recomendado pelo pediatra e gostava.

Cresceu saudável, hoje tem 17 anos,1.80m e é um desportista nato.

Parabéns e felicidades para o seu bebé.

Um beijinho

Helena

Anónimo disse...

Sempre tive ideia de não amamentar, se calhar porque a minha mãe também não me deu de mamar durante muito tempo, nem a mim nem ao meu irmão e consequentemente sempre achei que amamentar não seria uma prioridade nem uma necessidade quando tivesse filhos. Quando engravidei a minha prioridade era sim ter um parto natural sem recurso a epidural e nas condições que eu achasse ideais para poder ser eu a conduzir o trabalho de parto, com ajuda médica, num ambiente hospitalar que me desse liberdade para fazer as minhas escolhas. E assim foi,o G. nasceu quando quis e com a ajuda da mãe, da dra.R e do pai. Quando chegou a hora de amamentar, apesar de ter decidido não o fazer à partida, ainda chegamos a experimentar, mas como o leite não subiu e a convicção dele e a minha não eram grandes, acabei por desistir sem pensar duas vezes e sem qualquer problema de consciência. Não vejo que seja nenhum drama optar por não amamentar, é sim uma escolha estritamente pessoal mas percebo que ainda haja muita pressão cultural nesse sentido. Para quem simplesmente não quer, não pode ou não amamentou por qualquer outra razão, que não tenha problemas de consciência porque a meu ver não é essencial para se ser uma boa mãe.

diafeliz disse...

Sem sombra de dúvida mamã formiguinha! Continuas a não me surpreender. Sempre disse que és uma menina ponderada, capaz como as mais capazes e acima de tudo com um genial bom senso. Acabamos de verificar mais uma vez,esse facto. Alimentação Materna: Venha quem vier, digam o que disserem está acima (muito acima de qualquer leite de lata)Desde que ,evidentemente,haja condições que não a contra-indiquem e como sabemos elas existem . Não tem rigorosamente nada a ver com uma questão cultural. Trata-se sim de uma questão de saúde. Essencialmente de saúde. Um Bébé de peito distingue-se de um Bébé de biberão. Para a mãe é de certo menos cómodo, exige disponibilidade total, esforço físico, cuidados com a alimentação. Mas,as contrapartidas são na verdade muito, muito vantajosas. És persistente e Deus ajuda. O Pedrinho é um Bébé mt feliz.

Marcia Parassol disse...

Cada mãe tem a sua história para contar!
Mesmo sendo marinheira de primeira viagem, cheia de dores nos primeiros dias e sem restrições para amamentar, tive a felicidade de ter leite de sobra e poder amamentar meus dois filhos (o primeiro até 1 ano e meio e a segunda até 1 ano).
Era de 3 em 3 horas, acordava a noite toda e lá estava eu, a acalentar estes filhos e sem me preocupar com o dia de amanhã.
Passado anos e alguns estragos estésticos, fiz uma redução de mama e arrumei todo o resto.
Nada de silicone, tudo ao natural, sem drama e traumas.

Beijocas,
Márcia

La Trinca disse...

Eu dei peito até aos 5 meses, altura em que o leite me secou sozinho de um dia para o outro.
Contudo "dar maminhas" não foi para mim uma experiência nada gratificante, posso mesmo dizer que me punha doida.
O meu filho mamava de 5 em 5 horas, mas mesmo assim, era um stress para mim, causava-me ansiedade e levava-me ao desespero.
Hoje, o meu bebé tem um ano e pondero o segundo filho, e as vezes dou por mim a pensar se quero "dar maminhas", provavelmente darei até poder, porque o interesse do meu bebé sobrepõem-se ao meu, mas até tremo só em pensar tem um miudo pendurado nas mamas.

Fiolanda disse...

Boa noite Tita, eu estou na mesma situação que tu.. a minha bebé tem 24 dias e o meu peito direito está um monstro e comecei hoje a tomar antibiótico... diz me, como é que fazias durante o dia e a Noite com o peito tão inchado, tirav as o leite com a bomba? Ou não fazias nada? Eu não aguento com as dores e ele não para de aumentar. Qual o medicamento para secar o leite? Como fazer para ele a mama não produzir Maia leite, sabes??
Obrigada
Fátima R.