quinta-feira, 17 de abril de 2008

Divórcio

Depois de assistir a uma reportagem SIC sobre a lei do divórcio em Portugal, fico com a sensação que o tribunal de família protege, claramente, as mães. Não dá hipótese aos pais de terem a custódia dos filhos, salvo se a mãe não os quiser, e a custódia mútua é uma luta.

Sou só eu que vejo, ou a nossa lei é MUITO retrógada? (que é como quem diz, as mães dos dias de hoje trabalham tanto ou mais que os pais, têm tanto tempo para os filhos como os seus conjuges e, como tal, em caso de divórcio, porquê atribur de imediato as custódias às mães? Há aqui uma lacuna ou estou a ver coisas?)

(e, já agora, porque raio insistem os pais em encher os ouvidos dos putos com injúrias sobre os ex-maridos/mulheres? São brancos, entendam-se, deixem os miúdos fora desses filmes hollywodescos!)
(1 em cada 3 casamentos termina em divórcio! e paga-se mais para duas pessoas se divorciarem do que para se casarem!)
(com esta realidade, anda tudo a casar não sem antes se precaver: acordos pré-nupciais, separação total de bens, etc etc etc. que é como quem diz "ah e tal casamos mas a probabilidade de nos divorciarmos é de tal ordem que vamos jogar pelo seguro. O que é teu é teu e vice versa. Não há cá o nosso").

(ficava aqui, seguramente, toda uma noite a escrever sobre este assunto)

5 comentários:

Inesa disse...

Vi a mesma reportagem que tu mas, pelos vistos, com interpretações diferentes. É verdade que a lei é retrógada e que dá sempre preferência à mãe mas isto deve-se muito... às mães. Todas as advogadas e juízas entrevistadas (todas mulheres) disseram que as mulheres são muito mais litigantes, psicóticas, possessivas... resumindo, problemáticas. Enquanto casadas acham que o marido é bom pai mas, depois da separação, eles passam a ser incapazes de tratar dos filhos sozinhos, são elas que proíbem os filhos de ver os pais, mudam de cidade, não os deixam ir à escola no dia que o pai os vai buscar, etc, etc etc. São as mulheres que descarregam nos filhos o ódio que têm da ex-maridos, são elas que ficam furiosas se eles arrajam outras (não digo que, neste caso, não tenham razão...). É verdade que as mulheres trabalham tanto ou mais que os maridos, têm o mesmo tempo para os filhos mas são elas que exigem ficar com a custódia e não permitem a custódia conjunta. A isto junta-se, claro, a pouca vontade que muitos homens, têm de assumir a responsabilidade de tomar conta dos filhos a tempo inteiro. Para mim, a lei é retrógada mas porque continua a permitir que estas mães psicóticas e traumatizadas (é claro que não são todas) continuem a destruir a vida dos filhos só para se vingarem dos ex-maridos.

Anónimo disse...

Eu também vi a reportagem, o que é certo é que existem cada vez mais divórcios, mas muito divido ao facto das mulheres terem os seus próprios empregos, sendo assim independentes e ganham a liberdade. Hoje em dia ninguém tem paciência para nada, qualquer coisa, estas mal muda-te.
Acredito que muitos casamentos com 30 anos ou mais, que não sejam como dizem "amor" mas sim por não terem outra saída.
O facto é que só vejo a minha volta casamentos, mas quem lá esta quer sair, quem esta de fora quer entrar.
Contudo esquecemos do contrato que é um casamento.
As vezes mais vale estar solteiro e bom rapaz.
Quem não arrisca, não se lixa.

Maffa disse...

Aqui na Dinamarca é muito comum a custódia comum. Até miudos crescidos já estao habituados e gostam de ter duas casas permanentemente. Por exemplo 3 dias em casa da mae 4 dias em casa do pai e os fins de semana vao alternando entre um e outro. Conheco vários casos. Nestes casos os pais divorciados optam por viver na mesma zona para nao dificultar a vida aos filhos. acho espectacular, e além do mais permite às maes terem tempo para a sua vida... encontrar alguem, comecar uma nova familia.

Anónimo disse...

Não se pode falar bem numa lacuna.Há uma lacuna quando a lei não prvê nenhuma solução legal para determinada situação.E este não é o caso.Na verdade a lei que regula o exercício do poder paternal tem em atenção muito mais para além da vontade dos progenitores.Tem em atenção um conjunto vasto de realidades que joguem a favor do interesse superior do menor.Não há soluções perfeitas.O próprio divórcio é(ou pelo menos devia ser)uma solução extrema.Há muita polémica porque é complicado regular uma situação desta natureza.Há q ter em atenção q cada caso é um caso e nos tribunais assim são tratados.Espero ter ajudado.

Joao Manuel disse...

O Zé Gameiro a discutir as leis do divórcio ??!!! ... Só se for por ironia ... Já agora convidem o ex-primeiro ministro Pedro S. Lopes para completar o painel ...