quarta-feira, 4 de abril de 2007

Relações

Nesta última semana, três amigos (um homem e duas mulheres) ligaram-me a desabafar sobre o facto das suas relações amorosas terem terminado. Todas de muitos anos, todas as que eu pensava sempre "porra, para estar assim mais vale estar sozinha e lamentar-me por isso". Digam o que disserem, quem está por fora vê muito melhor a realidade dos factos. Estes meus amigos já estavam numa fase de desgaste. Não havia mais nada a ganhar, a aprender, juntos. Claro que isso não invalida que ao fim de 8 anos de namoro, com "n" interrupções pelo meio e várias chances dadas à relação, não se sofra, não se chore, não se lamente a perda. Afinal foi uma aprendizagem. Um crescer. Uma vida a dois. Um carinho, amor, amizade, cumplicidade. Doi muito ver os castelos desmoronarem-se. Pensar que denada serviu investir aquele tempo noutra pessoa.

A grande questão aqui é que mesmo com todos estes exemplos. Os dos meus amigos, os meus, que já passei pelo final de duas longas relações, já fui muito feliz, também já sofri quanto baste, continuamos sempre a querer voltar a ser felizes (e correr o risco de voltar a sofrer). Queremos voltar a arriscar. No matter what.

Será o ser humano masoquista por natureza? Ou existirá a felicidade plena com outra pessoa?

Estou para descobrir...

11 comentários:

Jameson disse...

Por muito que soframos com os desfechos mais ou menos felizes de uma relação, em breve estaremos de volta à procura ou a deixarmo-nos por ser encontrados por alguém. Não te parece?

No final das contas, mesmo no final resume-se tudo ao que vivemos e com quem partilhámos determinados momentos. ;)

MissangaAzul disse...

Como te entendo rita...
ja acreditei que nao havia mesmo ninguem para mim por este mundo fora. depois encontrei alguem, acreditei, fui muito feliz, e tudo acabou no domingo.
era perfeito, era tudo, mas no fim, acabou.
estou muito mal, e custame mesmo muito acreditar que exista felicidade plena com outra pessoa.
porque no fim, até a perfeição não é perfeita.
(comentário completamente estranho e sem nexo, mas foi o que consegui escrever).
bjs

Peter42y disse...

Olá. Eu acho que não gostamos de estar sózinhos.Assim sendo, naturalmente, procuramos outro.
Quanto à Rita.., ainda é novinha.
Conheço gente que aos 30 ainda se não casou a primeira vez e outros casam-se aos 50.

• Jorge • disse...

São 6h da manhã, não tenho tempo para comentar este post na plenitude que ele merece. Tento mais tarde. Beijo

Party Girl disse...

A Felicidade plena não existe, nem com outra pessoa, nem sozinhos, porque a vida é feita de momentos de felicidades, nunca somos sempre felizes...isso é certinho direitinho!!! E quanto a estarmos sempre à procura de alguém, não podia ser a mais pura das verdades... O ser humano é assim: social, como tal procura sociabilizar-se, certo?!

Rita disse...

missanga, sei aquilo pq estas a passar. pensa q dps da tempestade vem a bonança. beijinho gd.

jameson, ha momentos e momentos ; ) mas sim, resume-se td a essas alturas.

peter, mas eu sei q ainda sou novinha : )

jorge a essa hora eu ainda roncava : P

belita, es a voz da razao.

: )

Aisling disse...

Há momentos de felicidade, o que importa é aproveitarmos esses. Todas as relações têm os seus altos e baixos, há quem se acomode e há quem continue a procurar a perfeição... Desculpa, já estou aqui a divagar... ;)

Maríita disse...

Esperança é a palavra, não masoquista.

Beijinhos

Ana disse...

Não penso que seja masoquismo, é o não desisitr!

Bjs

Anokas

• Jorge • disse...

Agora sim, com tempo.

Relações que acabam é triste. Relações longas em que existe um universo de experiências vividas em conjunto ainda é mais triste.

Porque procuramos? Porque somos um animal social. O nosso bem estar é condicionado, entre outras coisas, por nos sentirmos inseridos na sociedade. A sociedade tende a marginalizar os que são ímpares.

Temos isso tão enraizado no nosso ser que somos incapazes de nos sentirmos TOTALMENTE felizes quando estamos sós, mesmo quando temos experiências marcantes no passado. Vê de outra forma, todos nós já nos queimamos numa chama quando éramos pequenos. Porque? Porque a mesma nos atrai. Voltaste a meter a mão na chama? Não! Porquê? Porque a experiência foi traumatizante, implicou dor. Pela lógica não devíamos repetir uma relação frustrada, contudo como dizes -e bem- tentamos e tentamos e tentamos. Não somos masoquistas, simplesmente não conseguimos atingir a plenitude da felicidade quando estamos sós.

roque disse...

Epá... que cena piegas pá... :P

Se acabou é porque não dava... para quê andar a massacrar o juizo por uma coisa dessas?!?!?!