terça-feira, 8 de agosto de 2006

Avô

Hoje faz muitos anos (digo assim porque n sei exactamente qts...) que o meu avô faleceu. Eu tinha uns 7 ou 8 anos e nunca mais me esqueci de pequenas coisas que ele me deixou. O ensinar-me a andar de bicicleta. O alfabeto. As festas na minha cabeça. O vê-lo, encantada, a fazer a barba à maneira antiga. Os suspensórios, o relógio de bolso. Os fatos que ele envergava sempre tão compostos. O cabelo sempre tão penteado, tal e qual como o do meu irmão é hoje. As línguas de gato. O nosso amor. A saudade que paira sempre cá dentro. E que ninguém me pode tirar. Ainda aqui há dias a tia nandinha me disse "aquilo que é nosso ninguém pode comer". E este avô só o partilho com os manos e com a mãe. Porque sou egoista ao ponto de querer que outros sintam aquilo que vai cá dentro sempre que penso nele. Diz-se que Deus leva aqueles que mais ama. Este foi um desses casos, de certeza. Mais uma vez, ninguém disse que a vida era justa. Mas que nos proporciona recordações fantásticas, disso não tenho uma única dúvida.

Apre!! (dizia o avô quando se zangava...)

1 comentário:

Nina disse...

E é assim que nos devemos lembrar de quem amamos...