sexta-feira, 21 de julho de 2006

Tino

Tenho saudades da simpatia e dos cozinhados da zi. Do gato a dar-me beijinhos. Então da "doença", como carinhosamente chama ao seu filho, tenho uma imensidão delas. Mas em si ganhei um pai. Um amigo. Um confidente. Uma pessoa que me dá luta. Que não me julga. Que sempre esteve lá para mim. Que me contou as suas histórias. Era uma lufada de ar fresco estar consigo. Eu gostava de lá estar em casa. Porque me faziam sentir bem. Me sentia uma filha vossa. E agora que se desmoronou aquilo que eu pensava ser impossível acontecer, estou de pés e mãos atados. Já não posso meter-me consigo. Correr atrás do gato. Dormir na mesma cama que o filipe. Trocar carinhos com todos. Poder até posso. Mas nunca vai ser a mesma coisa.

Só queria dizer que estes quase 3 anos com vocês foram dos dias mais felizes da minha vida. Que aprendi muito. E que espero voltar a gargalhar, como disse e tão bem, o mais breve possível. Porque a dor consome. Entristece. E dá vontade de gritar e chorar muito alto o quanto eu amo alguém. A perda é muito dolorosa, de facto.

Gosto muito muito muito de ti. Quer adoptar-me?

1 comentário:

M.Pedrosa disse...

Minha filha, estás adoptada. Uma oferta de tal qualidade nunca se recusa. Eu e a Zi também te amamamos muito.