segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Por outras palavras

Ninguém disse que os dias eram nossos, Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence, Ninguém prometeu nada

Fui eu que julguei que podia arrancar sempre mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos, E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo e morrer por ser preciso, Nunca por chegar ao fim
Ninguém disse que os dias eram nossos, Ninguém prometeu nada

Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre mais uma gargalhada
E deixar-me devorar pelos sentidos, E rasgar-me do mais fundo que há em mim

Emaranhar-me no mundo e morrer por ser preciso... Nunca por chegar ao fim

Mafalda Veiga

Sem comentários: