terça-feira, 2 de agosto de 2005

Os gatos da minha vida

Nunca fui grande apreciadora de gatos. Ou porque sou alérgica aos pelos, ou porque são bichos frios, distantes e independentes, ou porque me parecem interesseiros e mesquinhos. Nunca soube explicar muito bem, mas sempre foi esse o sentimento...
Hoje pus-me a pensar nos gatos que têm passado pela minha vida e constato que não podem ser assim tão maus...

O Kitty, o gato que vivia em casa do meu pai quando eu era pequenina, nunca foi mau para mim. Tenho poucas recordações dele, é certo, mas acho que na altura ainda não era alérgica... e suponho que era um bom companheiro para brincar.
O Ronaldo, o gato do meu ex-namorado e que já morreu, foi o gato que mais alergia (leia-se alergia e não alegria, lol) me deu... era eu a entrar em casa e ele a ser fechado numa divisão... tinhamos uma espécie de amor-ódio. Ora não ligávamos um ao outro ora nos dávamos mais um pouco. O auge foi quando o pai do meu ex foi internado no hospital e a família estava tda muito em baixo. Fomos a casa buscar roupa e coisas necessarias para o senhor e o gato veio sentar-se ao meu colo... aquilo devia querer dizer algo... ou n...
O Puré, o gato da minha cunhada, branquinho branquinho, e daí o seu nome. Também me provoca uns espirros e comichão nos olhos, mas é um bicho recatado, não chateia muito e na maioria das vezes nem se dá por ele. O que para mim só melhora ; )
O Easy to Love, gato da minha amiga lezita, é um doce. Se no início eu não queria "conversa"com ele, hoje não posso ir a casa dela sem que o agarre, o encha de festas e mimos. E quando durmo lá até sou acordada por ele...
O Nicolau, era o gato da minha amiga João. De gato abandonado passou a ser um gato de família e bem cuidado. Normalmente não miava, fazia o que nós apelidámos de "nhónhónhó". Era o meu favorito, devo confessar. Talvez porque não me pedia comida, como o comum dos gatos que não liga nenhum e qd tem fome arma-se em simpático. Aninhava-se aos meus pés no Inverno e ali ficávamos junto do aquecedor em pleno Inverno. A dona tinha ciúmes por ele gostar tanto de mim. E eu nunca tinha gostado tanto de um gato...
O Rodolfo, gato do meu namorado, tem fases. É completamente interesseiro, lol. Não pode ver ninguém a chegar que vai logo todo manso pedir comida. Tenho-me vindo a aproximar dele e a ser amiga. Já o pego ao colo sem medos, encho-o de festas, dou-lhe a tão desejada comidinha, ele dá-me beijinhos. Mas lá está, tem fases... até já brinco com ele.
A selminha, gata da vizinha lá de sta cruz. Pequenina, mansinha, amiga, um doce. Parece bebé e no entanto já teve várias ninhadas. Vem para perto de nós e ali fica. Gosto mesmo deste tipo de gatinhos, afáveis e carentes. (como eu?)
A chiquinha, gata abandonada que aparece sempre em casa da minha amiga Kika, é outro docinho. Sempre com reacções de gata abandonada, desconfiada e de pé atrás, não deixa de ser um mimo...

Com isto tudo fico sem perceber se afinal gosto de gatos ou não... qualquer dia até arranjo um gato lá para casa... ; ) NOT!!!

4 comentários:

pisconight disse...

Miau :)

Eu gosto de gatos, mas acho que era incapaz de ter um na minha casa, pensando bem, acho que não era capaz de viver com nenhum animal no meu apartamento. Viver com animais, só mesmo os bichos domésticos tipo moscas, ácaros, aranhas, etc e mesmo esses se me paraecerem à frente --PUM--> Já eram :)

André Barbosa disse...

O mau/bom dos gatos é serem tão parecidos às pessoas, no comportamento, claro! Daí ou que tenham fãs ou inimigos, como as pessoas. Não dá para ser uma coisa tipo rã: ou é carne ou é peixe, ou se gosta ou detesta-se (como as pessoas). Porém, não há regra sem excepção. Tanto que se um gato nos for indiferente, como as pessoas, há quem diga que o desprezo é uma das piores coisas que se podem fazer...às pessoas, claro está!

charlotte disse...

Gostei mt do teu post :)))
E obrigada por mencionares o meu gatito ehehehhe

Maffa disse...

Adorei o nome Puré!! deve ser um bom gato.
Ah e nao te esqueças que tu, Rita Maria, tens o nome da minha gata Ritolas!