sexta-feira, 22 de abril de 2005

Chegar à campainha

Ontem fui a casa dos meus avós. Estava no trabalho e resolvi ligar-lhes a saber se estariam em casa quando eu saísse da empresa. Tudo ok, nenhuma objecção e lá fui eu. Estacionei mesmo à porta, coisa difícil naquela zona e chegou a hora de tocar à campainha. Naqueles instantes em que esperei que a porta abrisse cá me baixo pus-me a pensar... a olhar para a porta, a olhar as campainhas e a lembrar-me que quando eu e os meus irmãos eramos crianças, era uma guerra para ver quem tocava. Ou melhor, quem conseguia tocar. É que a grande façanha era mesmo ter de trepar a porta para alcançar a campainha, tal era o nosso reduzido tamanho. Se dantes eu só chegava à maçaneta da porta, hoje a minha cabeça passa as campainhas... comentei com a minah tia que só me respondeu: "fazias isso eras miúda tal como o teu pai e as tuas tias". Ou seja, é "uma tradição" que vem de trás. Será que o baguito ainda vai ter oportunidade de trepar a porta?

A rapidez com que os anos passam assusta-me...

2 comentários:

Rabbit disse...

:)
Puseste me a pensar na minha infancia.
...Quando não chegava ao urinol. qdo os pés ficavam pendurados na sanita... q lindo.

Psico_Pata disse...

Ia escrever qq coisa bonita, virada para a reminescência, mas qdo li estas palavras do Rabbit, foi-se o momento.Haja poesia!:)